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Para atacar a UGEIRM, governo Eduardo Leite ameaça suspender as promoções da categoria

Chegando ao final do mandato do atual governo, os policiais civis pensavam que já haviam visto todos os absurdos possíveis por parte do Governo Eduardo Leite. Só que não! Como diz o dito popular: no fundo do poço havia um alçapão.

Na manhã desta sexta-feira (15), recebemos a informação de que existiria uma orientação, vinda da Casa Civil e da PGE, para não realizar as promoções da categoria até que seja derrubada uma liminar, obtida pela UGEIRM, que obriga o Governo a respeitar a ordem de classificação nas promoções por merecimento. Essa informação foi repassada pela Chefia da Polícia Civil em uma reunião com o Sinpol.

Ou seja: o mesmo governo que faz belos discursos em defesa da meritocracia em fóruns como o South Summit, se recusa a cumprir uma decisão judicial que combate o favorecimento e o apadrinhamento nas promoções da categoria.

Para o Governo Eduardo Leite só existe promoção na carreira se eles puderem escolher quem será promovido. A realidade é que a UGEIRM, ao obter a liminar, criou um sério problema para o Governo em pleno ano eleitoral: agora, o Executivo fica impedido de atender pedidos políticos para passar apadrinhados à frente de policiais que possuem a pontuação necessária para serem promovidos por merecimento. Talvez esse seja o motivo para uma reação tão indignada, por parte do Governo, à atuação independente da UGEIRM.

Governo mostra, mais uma vez, sua repulsa à organização dos policiais civis

Antes de ser eleito para o seu primeiro mandato, o então candidato Eduardo Leite esteve na sede da UGEIRM para apresentar suas propostas. Na ocasião, uma das principais promessas era o compromisso de ouvir os servidores públicos como parceiros na gestão do Estado. O que ele não informou, porém, é que esse diálogo aparentemente só seria aceito nos casos de elogios e concordância absoluta com suas opiniões e propostas.

Quando os servidores se manifestam para discordar, a postura do Governo se assemelha à de um adolescente contrariado: faz bico, bate o pé e afirma que, se não for do seu jeito, não será feito.

Porém, caso se confirme a suspensão das promoções na Polícia Civil, uma pergunta precisa ser feita: como ficarão as promoções das demais categorias da segurança pública? Os demais servidores da Brigada Militar, da Polícia Penal e do IGP, também serão penalizados pelo governo? Ou somente a Polícia Civil ficará sem promoções?

A UGEIRM tem entre seus princípios a independência em relação a todos os governos e a defesa intransigente dos direitos dos policiais civis. Por isso, a entidade passou a ser alvo do Governo Eduardo Leite. A ordem do Governo é clara: quem não se submete aos seus caprichos precisa ser esmagado. Quem demonstra independência e altivez, como é o caso da UGEIRM, precisa ser atacado. Mesmo que, para isso, seja necessário penalizar os policiais civis e prejudicar os serviços prestados à população, como ocorre agora com a suspensão da publicação das promoções.

UGEIRM já acionou departamento jurídico

O vice-presidente da UGEIRM, Fabio Castro, afirma que “a UGEIRM tem convicção de que está lutando pela moralização das promoções, contra as injustiças que vários colegas sofreram nas últimas publicações e pela qualificação do serviço prestado à população. Entre a defesa de policiais que sofrem injustiças e um governo incapaz de aceitar o contraditório, não tenham dúvidas: a UGEIRM estará onde sempre esteve, ao lado dos(as) policiais civis”.

Fabio informa, ainda, que a UGEIRM tomará as providências cabíveis, caso se confirme a suspensão das promoções. “O sindicato já acionou o seu departamento jurídico, para estudar as medidas judiciais possíveis para garantir o nosso direito constitucional de promoção na carreira, sem apadrinhamento e respeitando a meritocracia na instituição”, conclui o vice-presidente da UGEIRM.