Ugeirm vai exigir urgência em mais efetivo para a Delegacia da Restinga

 “Eles atendem uma população de aproximadamente 100 mil habitantes, com altos índices criminais, com uma equipe reduzida de 10 policiais. No plantão são registradas 60 ocorrências diárias. O atendimento é realizado por apenas um plantonista, num alto nível de pressão e estresse que não é de se estranhar que dois agentes se afastaram por problemas de saúde”, salientou o presidente da Ugeirm, Isaac Ortiz.
A direção do sindicato esteve nesta terça-feira, dia 15 de julho, na delegacia para buscar o apoio dos colegas à Campanha da Verticalidade. A luta será retomada pela aproximação entre os maiores e os menores salários, de modo a deixar todos com salários dignos e proporcionais. A primeira campanha resultou vitoriosa, pois culminou na conquista das promoções e do estabelecimento do subsídio como forma de pagamento. Mas ainda restou a conquista do regramento da verticalidade.
Não é a primeira vez que a Ugeirm solicita providências. A situação já foi tratada tanto com o chefe de polícias como o secretário de Segurança Pública, Airton Michels. Uma medida urgente seria estabelecer uma previsão de policiais da nova turma para suprir a falta de efetivo da 16º DP. O déficit de policiais não ocorre apenas nesta delegacia, a polícia funciona hoje com 50% do quadro necessário de pessoal. As 700 vagas disponíveis que serão ocupadas pela nova turma ainda não contemplam a falta de policiais, por isso a importância de convocar os outros 700 candidatos aprovados no concurso.
Como já foi divulgado em matéria anterior, inclusive no Jornal da Ugeirm, além da delegacia funcionar com um quadro precário, a estrutura do prédio é decadente. Sala com mau cheiro, buraco no teto, corredores infiltrados e com entulhos e equipamentos estragados amontoados no caminho, entre outros problemas.
O projeto de um novo prédio prevê a criação de delegacias especializadas na região onde a Polícia possa oferecer um serviço de maior qualidade à população. A criação de uma delegacia de pronto atendimento (DPPA), uma especializada no atendimento à criança (DECA) e outra no atendimento à mulher (DEAM) resolveriam parte dos problemas no atendimento aos moradores da Restinga.