Prefeito decreta estado de emergência policial em Santo Antônio da Patrulha

sto_antonio_patrulhaA cidade de Santo Antônio da Patrulha, na região metropolitana, vive sob o signo do medo. A disputa entre facções criminosas tem aterrorizado os moradores da pequena cidade com menos de 50.000 habitantes. As quatro execuções ocrridas nas últimas semanas, levaram o prefeito da cidade, Daiçon Maciel da Silva, do PMDB, a decretar o estado de emergência policial e requisitar o socorro do governo do estado.

O que ocorre em Santo Antônio da Patrulha, é consequência direta da política do governo Sartori/PMDB. Para atenuar a falta de efetivo policial na capital e nas principais cidades da região metropolitana, o governo do estado efeutuou um grande deslocamento de policiais para esses locais. A intenção do governo, era diminuir os índices de violência na capital e grandes cidades da região metropolitana. O resultado, no que diz respeito aos índices, tem aparecido de maneira tímida. Porém, um efeito colateral já esperado tem ocorrido: o deslocamento das facções criminosas para cidades de menor porte, como Santo Antônio da Patrulha.

Essa é a consequência das ações governamentais que apenas respondem aos problemas. Na área da segurança pública, particularmente, essas ações tendem a agravar a situação. A falta de uma política de segurança pública por parte do governo Sartori/PMDB, está criando problemas ainda maiores do que os já existentes quando assumiu o governo.

Um exemplo dessa falta de política e de respostas midiáticas do governo Sartori/PMDB, é a instalação de um presídio federal de segurança máxima no RS. Em todos os locais onde isso aconteceu, o que vimos foi um fortalecimento e aprimoramento do crime organizado. A transferência de líderes de facções criminosas de outros estados para o RS, vai possibilitar um intercâmbio entre esses grupos e o fortalecimento das facções locais. Além de não resolver o problema da superlotação dos presídios gaúchos, pois as vagas disponibilizadas serão ocupadas por presos de outros estados.

Segurança Pública se faz com planejamento de médio e longo prazo, combinado com ações no curto prazo. Portanto, todas as ações têm que ser pensadas e medidas as suas consequências. Não existe espaço para amadorismo na segurança pública. Infelizmente, o que se vê no nosso estado é um secretário amador em segurança pública, com um conhecimento próximo a zero e uma arrogância infinita, que o impede de consultar os operadores da segurança pública e os próprios estudiosos do tema. Enquano prevalecer essa visão, infleizmente, a população gaúcha continuará entregue a própria sorte e à abnegação dos policiais.