Atraso nas promoções é chantagem para justificar acordo da dívida

sartori_temer_tramandoApós várias tentativas de aprovar a revogação do dispositivo da constituição estadual que exige a realização do plebiscito para privatização das empresas estatais, o governo decidiu retirar a proposta e apresentar um projeto de Decreto Legislativo propondo a realização de um plebiscito no mês de novembro desse ano. O objetivo do governo, com a realização do plebiscito, é aprovar a privatização da CEE, da Sulgás e da CRM e abrir caminho para concretizar o acordo de renegociação da dívida do RS com a União.

Governo não faz Promoções e não integraliza 13º para justificar discurso da crise

Para convencer a população da necessidade de aceitar esse acordo absurdo com a União, o governo Sartori/PMDB repete, como um mantra, o discurso da crise financeira do RS. Para isso, segura as promoções da Polícia Civil, não integraliza o pagamento do 13º Salário e parcela todo mês os salários dos servidores. A verdade é que o governo mantém os policiais nessa situação com o único propósito de fazer a população acreditar que a renegociação da dívida é inevitável. Isso fica claro na declaração do secretário da Fazenda, Giovanni Feltes: “É a melhor solução para o Rio Grande do Sul? Definitivamente, não. Mas é a alternativa possível”.  A verdade é que o governo tem dinheiro para fazer as promoções e para integralizar o 13º, não faz por interesses políticos e para convencer a população e os policiais da necessidade da assinatura do Acordo da dívida. É pura chantagem!

Acordo vai acabar com direitos dos servidores e ameaçar a Tabela da Segurança Pública

Esse acordo da dívida, além de aumentar o montante da dívida tornando-a impagável, vai promover o maior ataque aos serviços públicos já visto na história do nosso estado. Entre as contrapartidas previstas na proposta de acordo feito pela União, está o congelamento dos salários dos servidores públicos, proibição de novas contratações, revisão do regime jurídico dos servidores públicos, proibição de promoções e aumento de gastos com pessoal, além da possibilidade de revisão de reajustes já concedidos e ainda não implementados. Esse último item coloca em risco o término da implantação da Tabela de Subsídios da segurança pública. Porém, o mais grave é a revisão do regime jurídico dos servidores estaduais, igualando-os aos servidores federais. Com isso, direitos conseguidos com muita luta, serão jogados na lata do lixo, sem a necessidade de aprovação de nenhum projeto na Assembleia Legislativa.

Sartori/PMDB joga para a torcida e mente sobre déficit

Um dos principais argumentos utilizado pelo governo Sartori/PMDB, e aceito pela maior parte da imprensa, é um possível déficit de R$ 8 bilhões de reais nas contas do governo em 2107. Porém, em se tratando de déficit, não dá para acreditar no governo Sartori/PMDB. Em 2016, a previsão era de um rombo de mais de R$ 4,5 bi nas contas do estado. Ao final do ano, o fechamento do balanço financeiro do estado registrou um déficit de R$ 143,1 milhões. Uma diferença de mais de R$ 4,3 bilhões. Mesmo assim, o governo não pagou o 13º salário dos servidores, nem as promoções dos policiais. A secretaria da Fazenda argumenta que a diferença se deve a venda da folha de pagamento dos servidores ao Banrisul. Porém, o valor arrecadado com essa operação foi de R$ 1,275 bi. Ou seja, mesmo se considerássemos esses valores, ainda teríamos uma diferença de mais de R$ 3 bilhões. Como acreditar em um governo tão ruim de cálculos como esse?