Governo Eduardo Leite mantém atrasos de salários e o desrespeito com os (as) servidores (as)

O mês de abril será um dos piores para os (as) servidores (as) gaúchos (as). Os salários de março só começarão a ser pagos no dia 10 de abril. Em seu terceiro mês de mandato, o governador Eduardo Leite mantém a política herdada do governo Sartori, de jogar nas costas dos (as) servidores (as) a responsabilidade pela crise do estado.

Durante a sua campanha ao Palácio Piratini, o então candidato Eduardo Leite foi um crítico ferrenho da política de atraso de salários. O discurso era que os servidores seriam tratados como parceiros fundamentais para a reconstrução do nosso estado. Infelizmente, o que vemos até agora é uma versão mais civilizada do governo Sartori. Os servidores estão enfrentando o 40º mês de atraso de salários. Apesar dessa prática ter sido rejeitada nas urnas pela população gaúcha, ela persiste no Palácio Piratini e quem continua pagando a conta da falta de iniciativa e incapacidade do governo, são os servidores públicos estaduais.

Essa política, além de reprovada pela população gaúcha, já se mostrou completamente ineficiente. São 40 meses de atrasos salariais e as finanças do estado só pioraram. Não é possível que o governador Eduardo Leite insista em políticas que já se mostraram completamente ineficazes. O governo Sartori se negou a rever as isenções fiscais de mais de R$ 9 bilhões anuais, não combateu a sonegação, insistiu no regime de Recuperação Fiscal e no ataque aos servidores públicos. O resultado está aí: um estado em crise e um serviço público completamente sucateado.

O governador Eduardo Leite, nesses três primeiros meses de mandato, segue na mesma toada. Adesão ao Regime de Recuperação Fiscal, privatização das estatais, atraso de salários e, uma novidade, apoio incondicional à Reforma da Previdência do governo Bolsonaro. O Físico Albert Einstein costumava dizer que “insanidade é fazer sempre a mesma coisa várias e várias vezes esperando obter um resultado diferente”. O governo Eduardo Leite está seguindo essa máxima, repete a política do seu antecessor e espera que o resultado seja diferente. O problema é: quem paga o preço dessa insanidade é a população gaúcha, que vê os serviços públicos cada vez mais sucateados, a violência batendo à sua porta, a educação dos seus filhos em ruínas e a saúde completamente abandonada.

Governo continua se apropriando do dinheiro dos sindicatos

Outra prática inaugurada por Sartori vem sendo mantida por Eduardo Leite. A apropriação das mensalidades que os servidores pagam aos sindicatos. O governo continua descontando no contracheque dos servidores as contribuições sindicais e retendo os valores que deveriam ser repassados às entidades sindicais. Os valores recolhidos dos salários de fevereiro ainda não foram repassados aos sindicatos. Esses valores deveriam ter sido transferidos até o dia 11 de março e a previsão é que ele só seja creditado aos sindicatos no dia 15 de abril. É importante ressaltar, que esse dinheiro é uma contribuição voluntária que os servidores fazem aos sindicatos. Ao se apropriar desses valores, o governo, além de atrasar os salários, utiliza o dinheiro dos servidores para fortalecer o caixa do governo. Em português claro, se trata de apropriação indébita do dinheiro dos servidores.