Policiais Civis gaúchos pararam, em todo o estado, contra a PEC32
Os Policiais Civis gaúchos realizaram, na manhã desta quarta-feira (23), um grande protesto contra a PEC32 (Reforma Administrativa). Em todo o estado, os (as) Policiais Civis paralisaram suas atividades e realizaram manifestações em frente às Delegacias de Polícia. Na Capital, a UGEIRM organizou uma concentração em frente ao Palácio de Polícia. A atividade faz parte do Paralisação Nacional das Polícias, organizada pela Cobrapol (Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civil).
Logo nas primeiras horas da manhã, a UGEIRM começou a organizar, em conjunto com o Sinpol/RS, Sindiperícias/RS, Sinpef/RS, Sindiguardas/RS e a Associação dos Guardas Municipais de Porto Alegre, a concentração em frente ao Palácio da Polícia. Durante toda a manhã, vários (as) Policiais Civis se integraram à manifestação, para protestar contra a PEC32. Um importante apoio recebido durante a concentração em frente ao Palácio da Polícia, foi dado pela Chefe de Polícia, Delegada Nadine Anflor, que fez questão de cumprimentar os dirigentes das entidades e demonstrar seu posicionamento em solidariedade aos Policiais Civis.
No interior do estado, a adesão à mobilização foi total. Em todas as cidades do interior, os policiais paralisaram suas atividades e realizaram concentrações em frente às Delegacias de Polícia, demonstrando para a população, a gravidade dos ataques contidos na PEC 32. O objetivo, era mostrar para a sociedade que os maiores prejudicados serão aqueles que utilizam dos serviços públicos. Como demonstrou a tragédia vivida pela população, durante a Pandemia do Coronavírus, somente um serviço público eficiente é capaz de proteger a sociedade.
Além do Rio Grande do Sul, os (as) Policiais Civis dos outros estados do Sul do país, Paraná e Santa Catarina, também paralisaram suas atividades. Nos dois estados, a mobilização se estendeu pela capital e por todo o interior.
Para o Presidente da UGEIRM, Isaac Ortiz, “esse foi o primeiro grito de alerta dado pela categoria, alertando a sociedade sobre o que significa a PEC 32. Diferente do que o governo tenta vender, isso não é uma Reforma Administrativa, é o fim do serviço público. Se essa PEC for aprovada, a sociedade brasileira regredirá a antes de 1988, com o apadrinhamento se tornando regra no serviço público e com os políticos tendo mais de 200.000 Cargos Comissionados para sua livre nomeação.
O Vice-presidente da UGEIRM e presidente da Feipol-Sul, Fabio Castro, salienta os verdadeiros alvos da PEC32. “A Reforma Administrativa não atinge em nenhum aspecto os segmentos mais privilegiados do serviço público. O Judiciário, os militares, o Ministério Público e os políticos, que significam os maiores vencimentos do serviço público, ficaram de fora da Reforma. Ela vai atingir em cheio, principalmente, os serviços que a população mais necessita, como educação, saúde e segurança pública”, ressaltou Fabio Castro.
Para o Diretor Financeiro da UGEIRM, Cladio Wohlfahrt, “a segurança pública estará totalmente comprometida, caso essa PEC seja aprovada. Com a retirada dos Policiais das funções típicas do Estado, a categoria também verá sua estabilidade sendo retirada. Em um setor como a Segurança Pública, isso é extremamente grave, inclusive no que diz respeito ao combate à corrupção. Sem estabilidade, qual policial terá tranquilidade para tocar em frente um inquérito que atinja algum governante? O fim da estabilidade no Serviço Público, significará submeter o Estado aos interesses particulares dos políticos e governantes de plantão”, finaliza Cladio.
