UGEIRM apóia Dia Nacional de Paralisação contra PL da terceirização

ato_terceirizacaoA UGEIRM Sindicato apóia o Dia Nacional de Paralisação convocado pelas centrais sindicais para esta quarta-feira, 15 de abril. Os trabalhadores vão protestar em todo o país contra o PL 4330, o projeto de terceirização total que vai retirar direitos e promover demissões.

O projeto já foi aprovado pela maioria dos deputados federais e deve seguir para apreciação no Senado. A mobilização foi convocada e organizada pela CUT, CTB, Nova Central, Intersindical e Conlutas e pelos movimentos sociais do campo e da cidade.

Os sindicatos e centrais denunciam o risco da precarização das atividades e a afronta de direitos garantidos na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). Mas também alertam para o aumento da precarização no serviço público.

Em Porto Alegre, durante a manhã, os sindicatos realizarão atividades com suas categorias. As entidades sindicais dos servidores públicos da Segurança Pública do Estado do RS vão lançar um manifesto contra os cortes dos direitos da categoria e repudiando as ameaças e o clima de terrorismo instaurado pelo atual governo do estado. A atividade será as 11 horas, na sede da ABAMF (Avenida Veiga, 223 – bairro Partenon – Porto Alegre-RS).

Na coletiva estarão presentes os presidentes da UGEIRM Sindicato, ABAMFBM e AMAPERGS. O objetivo é construir uma frente em defesa da Segurança Pública e para garantir conquistas históricas dos servidores.

A partir das 12h, a UGEIRM participará da concentração em frente à Fecomércio (Av. Alberto Bins, 665), de onde sairá uma caminhada até a Assembleia Legislativa do RS. No parlamento, irão acompanhar o Grande Expediente Especial “Por avanços nas leis trabalhistas e em defesa de empregos e direitos”, proposto pelo deputado Adão Villaverde (PT-RS).

Os trabalhadores vão às ruas, pois sem ouvir o apelo das centrais sindicais, o Congresso retrógrado e dominado pelos interesses dos patrões aprovou na noite do dia 8 de abril, por 324 a 137 votos, o PL 4330 que retira direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras e ameaça a liberdade e a organização sindical.

Estamos diante de um verdadeiro retrocesso na história das conquistas da classe trabalhadora. Toda a jornada de lutas de abril é construída com as demais centrais sindicais e movimentos sociais e culminarão num grande ato no Dia do Trabalhador, 1º de maio, na Usina do Gasômetro.