UGEIRM participa de ato da PF contra cortes do governo Temer/PMDB

Junto com representantes da SUSEPE, do IGP e da PRF, a UGEIRM participou na manhã desta sexta-feira (25), do Ato convocado pelo Sindicato da Polícia Federal do RS (SINPEF/RS), contra contingenciamento de gastos anunciadas pelo governo federal. Os manifestantes se reuniram em frente ao prédio da Polícia Federal em Porto Alegre, entre às 10 horas e meio dia. Durante a manifestação, os servidores da segurança pública bloquearam, por alguns momentos, uma das pistas da Avenida Ipiranga.

Na terça-feira (15) da semana passada , o goveerno Temer anunciou uma série de cortes nas contas públicas da União. Entre esses cortes, está o adiamento por um ano, do reajuste já acordado com os agentes da Polícia Federal, que seria pago a partir de janeiro de 2018.

De acordo com o presidente do Sinpef/RS, Ubirantan Sanderson, “estamos encarando esses ataques do governo como um complô contra as polícias. Mas se eles acham que vamos parar, estão muito enganados. Podem fazer de tudo, seguiremos combatendo a corrupção”, assegura o presidente do sindicato dos policiais federais gaúchos.

Os servidores da segurança pública gaúchos compareceram ao ato para prestar solidariedade aos colegas da Polícia Federal. Isaac ortiz, presidente da UGEIRM, lembrou que “a política executada por Temer é a mesma implementada aqui no nosso estado pelo governador Sartori. Não é a toa que são do mesmo partido, o PMDB. Nós também temos uma lei aprovada na Assembleia Legislativa que garante nossos reajustes até 2018. O governo Sartori/PMDB já ameaçou várias vezes cortar esse reajuste e só não fez isso ainda pela reação dos policiais e da sociedade, que não aguenta mais tanta violência e exige mais investimentos na segurança pública”.

Entre as categorias atuingidas pelos cortes do governo Temer/PMDB, além dos Policiais Federais, está a  Polícia Rodoviária Federal, professores, policiais civis e militares de ex-territórios, carreiras jurídicas, servidores do Banco Central, Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), auditores da Receita Federal e do Trabalho, peritos do INSS, diplomatas e oficiais de chancelaria.

Os servidores da segurança criticam o “congelamento de salários”, mas também o aumento da alíquota previdenciária, o achatamento do piso salarial e o contingenciamento de verbas destinadas à polícia. “Sobre esses profissionais não pode recair a responsabilidade dos prejuízos decorrentes da farra com o dinheiro público e do mau gerenciamento de verbas”, aponta o comunicado assinado por oito sindicatos de categorias da segurança pública.

Diretor do Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais (SINPRF-RS), Ugo Fiori lembra do corte de 60% no orçamento da polícia rodoviária feito neste ano, que depois foi contornado pela liberação de R$ 30 milhões pelo governo.

Fiori lembra que “agora que a gente voltou a fazer rondas e operações, Temer vem e ataca diretamente o servidor. Quem perde é a população, porque nosso trabalho é de toda a segurança e é fundamental para o país”.