Carreata no dia 22 vai exigir vacinação e homenagear policiais mortos pela Covid-19

A UGEIRM vai realizar, na próxima segunda-feira (22), uma carreata para exigir a vacinação imediata da categoria e homenagear os Policiais Civis mortos em decorrência da Covid-19. A saída da manifestação acontecerá às 10 horas, partindo da frente da Estátua do Laçador, próximo ao aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre.

Mortes de Policiais têm que ser estancadas urgentemente

Somente na última semana, a Polícia Civil gaúcha registrou seis mortes de Policiais Civis. Os casos de Covid-19 são cada vez mais numerosos pelo estado inteiro. De acordo com dados da Feipol-Sul, o número de policiais positivados até o início do mês, com notificações oficiais, era de 779. Até aquele momento eram 70 policiais afastados e positivos, enquanto o número de óbitos registrados era de dois policiais da ativa. Esses números se multiplicaram no último mês, com a disseminação da nova variante P1, que é muito mais agressiva, tanto na capacidade de contágio, quanto nos efeitos causados àqueles que contraem o vírus.

Mesmo com essa situação, a categoria está no final da fila das prioridades de vacinação, enquanto cumpre suas atividades de forma normal. Essa situação, se não for alterada urgentemente, levará a segurança pública ao colapso, com o déficit do contingente policial levado ao extremo absoluto. Se o caos na saúde já está colocando a população à beira de um precipício. O colapso na Segurança Pública significará o rompimento total do tecido social, com a sociedade deixada a sua própria sorte.

A UGEIRM já vem exigindo a vacinação desde o início do ano. Já foram encaminhados pedidos ao Ministério da Saúde, ao Congresso Nacional e ao governo do estado. Porém, até agora, todas as respostas foram evasivas e quem teria a possibilidade de reverter essa situação, que é o governo federal, não tomou nenhuma providência. Sabemos que a gestão da Pandemia pelo governo Bolsonaro é uma verdadeira catástrofe, por isso, defendemos que seja possibilitado ao governo do estado tomar as rédeas da situação e garantir a vacina, no mínimo, para os trabalhadores que estão se expondo diariamente ao contágio do Novo Coronavírus. O que os (as) Policiais Civis exigem, é um calendário de vacinação que contemple as categorias envolvidas diretamente no combate à Pandemia.

Governo Bolsonaro ameaça com fim da estabilidade na reforma Administrativa

Ao fim da votação da PEC 186, que permitiu o congelamento dos salários dos Policiais por até 15 anos, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, anunciou que a sua prioridade, a partir de agora, será a aprovação da reforma Administrativa (PEC 32), enviada ao Congresso Nacional pelo governo Bolsonaro.

Essa proposta ataca de forma ainda mais contundente os direitos dos servidores públicos, entre eles os Policiais Civis. O principal ponto da proposta, já defendido pelo ministro da economia Paulo Guedes, é o fim da estabilidade dos servidores. Além disso, a reforma acaba com outros benefícios, como licença-prêmio e adicionais por tempo de serviço.

A manifestação do dia 22 de março, buscará mostrar à população que o verdadeiro alvo da reforma administrativa não são os servidores públicos, mas sim os serviços que o Estado presta aos que mais necessitam. Quem será atingido pela reforma, será o SUS, que garante o atendimento às vítimas do Coronavírus. Quem perderá a estabilidade, será o médico que arrisca sua vida diariamente tentando conter a pandemia, será o policial, que está nas ruas para garantir a segurança de uma população já tão maltratada pelo descaso do governo com a Pandemia. Esses profissionais ficarão à mercê dos humores dos mesmos governantes que negam a Pandemia e se negam a comprar vacina para a população. Servidores concursados poderão ser demitidos, caso contrariem as opiniões dos governantes de plantão.