Direção da UGEIRM tem dia de mobilização e negociação em Brasília

Os diretores da UGEIRM, Neiva Carla e Cladio Wohlfahrt, estão em Brasília para participar da articulação das entidades da Segurança Pública com os parlamentares e com representantes do governo, a respeito da reforma da Previdência.

Cobrapol, Feipol e UGEIRM se reúnem com Líder do Governo na Câmara

Nessa segunda-feira (18), os diretores começaram o dia participando de uma reunião com o líder do governo na Câmara dos Deputados, deputado Major Vitor Hugo. Nessa primeira reunião, que contou também com a participação da Cobrapol e da Feipol, foi apresentado ao parlamentar o posicionamento das entidades a respeito da reforma da Previdência, destacando a necessidade de um tratamento diferenciado para as carreiras policiais, devido à peculariedade do trabalho policial. O líder do governo reconheceu as características especiais da atividade policial e se dispôs a abrir um canal de diálogo da categoria com o governo federal a respeito das propostas da reforma que atingem diretamente as polícias.

UGEIRM reúne com Assessor Especial da Casa Civil

Após a reunião na liderança do governo, as entidades participaram de um encontro com o Assessor Especial da Casa Civil, Laudívio Carvalho. Nessa reunião, as entidades novamente apresentaram o posicionamento a respeito da reforma da Previdência e solicitaram uma abertura de diálogo com a Casa Civil, que é ocupada atualmente pelo gaúcho Onyx Lorenzoni. Laudívio se colocou a disposição para o debate e se mostrou sensibilizado com as colocações das entidades. Ele também se comprometeu a tentar uma agenda diretamente com o Ministro Onyx Lorenzoni.

Encontro com Gabinete Integrado de Segurança Pública

Na parte da tarde, a reunião foi com o Gabinete Integrado de Segurança Pública. Nesse encontro, as entidades salientaram a importância de que todos os setores da segurança pública sejam integrados na discussão a respeito da reforma da Previdência e de que o debate, também, seja feito pelo prisma da segurança pública e dos efeitos que ela trará para o combate à violência no país. O representante do Gabinete reconheceu a importância dessa discussão e agendou uma atividade, para o dia 12 de março, onde estarão presentes representantes de todos os setores da segurança pública, como Policiais Civis, Policiais Militares, Policiais Federais, Policiais Rodoviários Federais e Agentes Penitenciários, para debater a reforma da Previdência e a sua relação com os trabalhadores da Segurança Pública.

UPB reúne com Secretário Executivo da Casa Civil

Ainda na parte da tarde, os representantes das várias entidades que compõem a UPB (União dos Policiais do Brasil), reuniram com o Secretário Executivo da Casa Civil, Abraham Weintraub. Os Policiais Civis estiveram representados pelo presidente da Cobrapol, André Gutierres.

Os representantes dos policiais brasileiros apresentaram ao Secretário a necessidade do tratamento previdenciário diferenciado para os policiais e demais profissionais da segurança pública. Esse tratamento é decorrente da atividade de risco e da dedicação integral às quais esses profissionais estão submetidos. Ao final da apresentação, a entidade entregou um material impresso, detalhando o posicionamento dos policiais a respeito da reforma da Previdência.

Em sua resposta, o Secretário chamou a atenção para a necessidade de uma nova previdência e que, dentro desse contexto, todos terão que dar a sua contribuição. Porém, salientou que o Governo Federal reconhece e compreende as questões que envolvem a aposentadoria policial e que isso será levado em conta.

Ao final da reunião, ficou acertado um diálogo imediato com a Casa Civil, para tratar das especificidades que garantam um tratamento justo aos integrantes da segurança pública na reforma da previdência.

Diretores continuarão mobilização em Brasília durante a semana

Os diretores da UGEIRM continuarão participando da mobilização da segurança pública em Brasília. Durante toda a semana, serão feitas visitas aos gabinetes do paramentares, explicando o posicionamento da categoria a respeito da reforma. Nas visitas, será entregue aos deputados, o documento elaborado pela COBRAPOL explicando o posicionamento dos Policiais Civis e o dano que essa reforma pode trazer para a segurança pública dos brasileiros. Veja, abaixo, a íntegra do documento.

Senhor Parlamentar,

Depois de campanha milionária, utilizando todos os veículos de comunicação que o “dinheiro público pode comprar”, o governo Temer, lançou mentirosamente sobre as costas dos servidores públicos a responsabilidade da crise que se instalou no Brasil, principalmente no que tange a Previdência Social, sendo revoltante a dimensão que tomou o consciente coletivo, condenando os servidores e absolvendo a administração pública temerária e corrupta.

Ao passo que esta campanha tornou esses trabalhadores em privilegiados, desconsidera os relevantes serviços que prestam a sociedade brasileira, omite o regime trabalhista e previdenciário que os regem, engana a população e impele para esses profissionais a responsabilidade da crise financeira existente no país.

É inadmissível que a “farsa do rombo da previdência”, revelada inclusive por meio de uma Comissão Parlamentar de Inquérito – CPI, instaurada e concluída pelo Senado da República, seja totalmente desconsiderada pelo Governo e Câmara Federal na apreciação de uma Reforma que não acaba com privilégios, não cobra os inadimplentes e verdadeiros causadores do déficit previdenciário.

Por certo que com a implementação, pelo novo governo, de um combate efetivo à corrupção sistêmica que existia no âmago dos governos anteriores, vai amenizar os prejuízos anuais que giravam em torno de 200 bilhões de reais, possibilitando nova análise da questão previdenciária, principalmente no que diz respeito a nefasta DRU, que retira da poupança do trabalhador para pagar contas irresponsavelmente adquiridas por estes mesmos e irresponsáveis governantes de antes.

Queremos lembrar que os Policiais Civis exercem profissão de risco, executam a segunda atividade mais estressante do planeta, de acordo com a Organização Internacional do Trabalho – OIT e não se calarão e trabalharão constantemente contra a retirada de direitos consagrados e sedimentados em Lei.

Desta forma, solicitamos de Vossa Excelência, posicionamento para uma discussão mais aprofundada sobre a referida Reforma da Previdência e contra qualquer projeto de lei que prejudique direitos do trabalhador que o elegeu.

Respeitosamente,

André Luiz Gutierrez

PRESIDENTE