Número de Policiais Civis afastados devido à Pandemia já chega a 1.267

Desde o início da Pandemia do Novo Coronavírus, 1267 Policiais Civis já foram afastados das suas funções em decorrência da doença. Esses afastamentos acontecem quando se verificam casos suspeitos, casos confirmados ou, ainda, nos casos em que há contato domiciliar com alguma pessoa positivada. O número de casos confirmados de contágio de Policiais Civis, até o mês de março, era de mais de 800. É importante ressaltar que, na semana passada, foi providenciada a testagem massiva da categoria, o que deve aumentar consideravelmente o registro de casos de testes positivos para a Covid-19 entre os (as) Policiais Civis.

Os dados foram conseguidos através de requerimento, feito pela UGEIRM, ao governo do estado, com base na Lei de Acesso à Informação. Na verdade, esses números só confirmam o que já era verificado no cotidiano policial. Com o inevitável aumento do número de casos na categoria, a partir da testagem em massa realizada na semana passada, a quantidade de policiais afastados crescerá de forma acentuada. Esse aumento do número de casos levará, inevitavelmente, a um maior no número de óbitos e de policiais incapacitados em decorrência das sequelas posteriores à doença, sobrecarregando ainda mais o trabalho policial.

Colapso da saúde pode ser seguido pelo colapso da segurança pública

O mês de março vai ficar marcado na história do nosso país como o mês em que a saúde entrou em colapso na maior parte do país, com um dos epicentros no nosso estado, o Rio Grande do Sul. As imagens de corpos acumulados em corredores de hospitais, de doentes recebendo atendimento no chão de saguões hospitalares e de pessoas morrendo por falta de vagas em UTIs, vão ficar marcadas na memória da população brasileira.

Essa situação pode ficar ainda mais difícil, se tivermos um colapso da Segurança Pública. As forças de segurança do RS já vivem um déficit de efetivo que é o maior da história. O aumento do número de afastamentos, devido à Covid-19, agravaria essa situação a tal ponto, que o trabalho policial, que é ainda mais essencial durante a Pandemia, ficaria extremamente dificultado. As consequências desse colapso seriam dramáticas para a população.

Vacinação é o único remédio para impedir o colapso da Segurança Pública

A única alternativa concreta para impedir o colapso da segurança pública, é a vacinação imediata de toda a categoria. Infelizmente, o Governo Bolsonaro, através do Ministério da Saúde (MS), vem postergando essa decisão, apesar da pressão exercida por vários governadores e pelos prefeitos de cidades de todo o país. Pelo cronograma apresentado pelo MS, os profissionais da Segurança Pública estão no fim da fila das prioridades de vacinação. Inexplicavelmente, mesmo com a apresentação de todos os dados e de todos os danos que isso causa à população, o Ministério da Saúde se nega a reconhecer o óbvio: a vacinação dos profissionais da Segurança Pública é uma necessidade de toda a sociedade. Negar isso, é jogar a segurança da população em uma roleta russa.

Câmara Técnica do Ministério da Saúde vai analisar pedido de antecipação de vacinação dos policiais

Na próxima segunda-feira (29), a Câmara Técnica do Ministério da Saúde, avaliará um pedido feito na assembleia virtual do Conselho Nacional de Secretários Estaduais da Saúde (Conass), de antecipação da vacinação de professores e de profissionais das forças de segurança. Esse posicionamento dos gestores estaduais, é resultado da grande pressão que os Policiais vêm fazendo, desde o final do ano passado. Por isso, é fundamental que essa pressão se aprofunde, fazendo o Ministério da Saúde reverter o seu posicionamento e antecipar a vacinação das forças de segurança. Isso já está ocorrendo em alguns estados, como São Paulo, e algumas prefeituras, como Bagé/RS.