O bem-vindo reforço de policiamento na Fronteira Oeste

Equipe especializada da BM deve priorizar combate a assaltos e abigeato.

Humberto Trezzi / GauchaZH

O Natal traz boas notícias na área da segurança pública do Rio Grande do Sul. Foram formados 860 novos PMs e anunciada a ideia de concursar mais 3,2 mil servidores das diversas áreas do setor, em 2021.

De concreto já podemos contar com a novidade na Brigada Militar. A instituição promete para breve um batalhão de pronto emprego para atuar na região que separa Brasil da Argentina. Será o sexto vinculado ao Comando de Policiamento de Choque. Os outros cinco estão em Porto Alegre, Passo Fundo, Santa Maria, Caxias do Sul e Pelotas.

O novo batalhão do Choque deve ficar em Uruguaiana, com atuação em toda a fronteira oeste. Três serão os focos: o contrabando de armas e mercadorias (crime que assola há região há séculos), o combate a quadrilhas de assaltantes (sobretudo as do Novo Cangaço, que usa a tomada de reféns como tática) e o abigeato (furto e roubo de gado, outro delito secular entre os fronteiriços).

Alguns dos 860 PMs formados agora já serão designados para o novo batalhão. Será de bom tom se, além de pessoas, a unidade conte com viaturas blindadas e aeronaves. Tanto os abigeatários como o novo cangaço perdem muito quando monitorados desde o alto por policiais atentos.

Um exemplo de unidade fronteiriça de policiamento é o Grupo de Operações de Fronteira, que acabou virando Departamento de Operações de Fronteira (DOF), no Mato Grosso do Sul. Nele predominam policiais militares, mas inclui também agentes civis. É a principal força policial na complicada fronteira com o Paraguai e a Bolívia. Age com vigor e, também, é acusado de cometer muitos abusos. Que o novo batalhão gaúcho se mire na eficácia dos colegas sul-matogrossenses, mas agindo dentro dos limites da lei.