RS registra em julho menor número de homicídios para o mês dos últimos nove anos

Dados dos principais indicadores de crimes foram divulgados pelo governo do Estado na tarde desta quinta-feira (8) no Palácio Piratini.

Julho de 2019 apresenta o menor número de homicídios dos últimos nove anos para o mês no Rio Grande do Sul. Foram 139 vítimas de assassinatos no Estado neste período. O último ano em que julho teve menos mortes foi em 2010. Desde então, o total no mês vinha sendo superior. No comparativo com 2018, a redução é de 18,7%. Foram 171 vítimas desse tipo de crime em julho do ano passado.

Os números foram divulgados no início da tarde desta quinta-feira (8), no Palácio Piratini, onde houve reunião entre o governo e representantes da área da segurança de 18 municípios priorizados pelo programa RS Seguro. De maneira geral, todos os indicadores apresentaram queda, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP) — com exceção de feminicídios. Foram apresentados indicadores de homicídios, latrocínios (roubos com morte), furtos e roubos.

Os latrocínios apresentaram queda de 42,8% em comparação com o mesmo período do ano passado. Foram quatro casos neste ano, contra sete em julho do ano passado.

— Queremos melhorar em muito esses indicadores. Acreditamos que, com o RS Seguro, vamos alcançar esses resultados — afirmou o vice-governador e titular da SSP, Ranolfo Vieira Júnior.

Nesta tarde, o secretário participou do encontro de Gestão Estatística em Segurança (Geseg), assim como o governador. Eduardo Leite destacou o incremento de policiais e de equipamentos, por iniciativas públicas e privadas, como um dos fatores para a redução dos indicadores.

— Há investimentos sendo feitos com o Estado, com recursos próprios, dentro da suas limitações orçamentárias. Há o apoio da bancada federal, de equipamentos e viaturas. Estamos colocando o Plano de Incentivo à Segurança (Piseg) para rodar, para trazer o apoio privado. E há o incremento de novos policiais. São 2 mil novos PMs e 400 novos policiais civis. Isso nos reforça a convicção de que o Estado, por viaturas, por equipamentos, por efetivo, e por dinâmica de gestão buscará consolidar a redução dos números e reduzir ainda mais — afirmou o governador.

Em contrapartida aos homicídios, os feminicídios, que são as mortes de mulheres envolvendo questões de gênero, apresentaram aumento de 87,5% no comparativo com julho do ano passado no RS. Foram 15 mulheres assassinadas contra oito casos em 2018. No comparativo de janeiro a julho, no entanto, o acumulado neste ano é inferior ao do ano passado. Foram 58 vítimas em 2019 contra 63 em 2018.  

Reunião com 18 municípios

Participam do Geseg representantes da Brigada Militar, da Polícia Civil, do Corpo de Bombeiros, da Superintendência dos Serviços Penitenciários e do Instituto-Geral de Perícias (IGP) dos 18 municípios priorizados no programa RS Seguro. A reunião serve par analisar os dados de crimes e traçar forma de como reduzir os indicadores.

 — Os números apresentam esse acerto na estratégia territorial, uma vez que os 18 municípios que integram o programa RS Seguro como prioridade reúnem cerca de 70% dos indicadores criminais no RS. Mas o programa não se esgota nesses municípios. Reuniões como essa nos ajudam a identificar as causas de eventual oscilação dos indicadores para que possamos agir mais prontamente — afirmou Leite.

O vice-governador afirmou que o foco territorial foi adotado a partir dos dados de crimes nessas cidades. Conforme o governo, esses 18 municípios, além de reunirem 45% da população do RS, responderam por 89% dos roubos de veículos, 88% dos assaltos a pedestres e 71% das mortes violentas nos últimos 10 anos (veja abaixo quais são).

De acordo com os dados apresentados nesta quinta-feira, o número de assassinatos nesses 18 municípios caiu 31,9%, de 955 para 650 (no acumulado de janeiro a julho). Ou seja, das 326 mortes que deixaram de ocorrer em todo o RS neste período, 305 foram evitadas nas localidades priorizadas pelo RS Seguro. No comparativo com julho do ano passado, a queda nos homicídios nessas cidades foi de 31% (de 109 casos em 2018 para 75 neste ano). A Capital, por exemplo, teve 10 assassinatos a menos do que no mesmo mês do ano passado (de 34 para 24) e nenhum latrocínio (1 no ano passado).

— Nada mais adequado no nosso modo de ver do que tenham uma atenção diferenciada a esses municípios — afirmou o vice-governador.

Os 18 municípios mais violentos do Estado:

Alvorada, Cachoeirinha, Canoas, Capão da Canoa, Caxias do Sul, Esteio, Guaíba, Gravataí, Novo Hamburgo, Passo Fundo, Pelotas, Porto Alegre, Rio Grande, Santa Maria, Sapucaia do Sul, São Leopoldo, Tramandaí e Viamão.

Os dados de julho de cada ano

2019 – 139 

2018 – 171 

2017 – 197 

2016 – 246 

2015 – 156

2014 – 153 

2013 – 171 

2012 – 166 

2011 –  161 

2010 – 132