Cobrapol consegue apoio do deputado Henrique Fontana para sua Emenda à PEC32

A Cobrapol continua aumentando o número de assinaturas à sua Emenda que garante a estabilidade aos Policiais Civis. A mais recente assinatura da bancada gaúcha, partiu do deputado Henrique Fontana (PT/RS). Ao declarar sua assinatura na Emenda da Cobrapol, Fontana ressalta que é contrário à PEC 32 em sua totalidade e que votará pela rejeição total do texto apresentado, por significar um dos maiores ataques da história ao serviço público brasileiro. Porém, o parlamentar também entende a importância de garantir, caso a PEC 32 seja aprovada, a manutenção da estabilidade dos policiais civis.

Não é uma Reforma é o fim do Serviço Público

Entre vários ataques, que têm como objetivo a desestruturação total dos serviços públicos e a colocação do Estado a serviço dos interesses privados, alguns se destacam. Abaixo listamos alguns deles.

Mais de 200 mil Cargos nas mãos dos políticos – Estudos do próprio Senado Federal, calculam em mais de 200 mil a quantidade de Cargos Comissionados que ficarão liberados para nomeações por parte de políticos em todas as esferas, caso a PEC 32 seja aprovada. Isso poderá significar um dos maiores aparelhamentos do Estado brasileiro na história. Com isso, a sociedade brasileira regredirá ao que tínhamos antes da Constituição de 1988.

Setores privilegiados ficaram de fora da PEC32 – A Reforma Administrativa não atinge em nenhum aspecto os segmentos mais privilegiados do serviço público. O Judiciário, os militares, o Ministério Público e os políticos, que significam os maiores vencimentos do serviço público, ficaram de fora da Reforma. Ela vai atingir em cheio, principalmente, os serviços que a população mais necessita, como educação, saúde e segurança pública. Ou seja, o discurso de que a Reforma pretende racionalizar o Serviço Público, não passa de um grande engodo. Os grandes salários, como dos políticos, continuarão preservados, como em todas as reformas realizadas até hoje.

Fim da estabilidade – Os trabalhadores da Segurança Pública serão atingidos diretamente. Com a retirada dos policiais das carreiras típicas de Estado, a categoria terá como consequência o fim da estabilidade. Isso significará um tiro de morte no combate à corrupção. Sem estabilidade, qual policial terá tranquilidade para tocar em frente um inquérito que atinja algum governante?

Fim das Promoções por antiguidade – Outro ataque aos Policiais é o fim das promoções por antiguidade. Hoje as promoções já são um problema na Polícia Civil, por não existir um regramento que garanta justiça nas promoções por merecimento. O fim das promoções por antiguidade vai tornar essa realidade ainda pior.